
domingo, 8 de novembro de 2009
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Abraji_Desenvolvimento Humano e Educação para Jornalistas (Ricardo Meirelles)
No primeiro dia do 4º Congresso Internacional da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), assisti à palestra "Desenvolvimento Humano e Educação para Jornalistas", com o excelente Ricardo Meirelles, de 36 anos, mestre em Teoria Literária pela Unicamp e editor de conteúdo informativo do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).De acordo com o jornalista, na área conceitual, há uma luta constante contra o paradigma que relaciona o desenvolvimento humano, unicamente, com indicativos econômicos como o Produto Interno Bruto (PIB) e a divisão deste pelo número de habitantes (PIB per capita).
Meirelles explicou que, desde 1990, o PNUD ampliou a análise. O bem-estar da população passou a ser o foco principal. O crescimento econômico é um dos braços do estudo global. Deixou de ser fim para ser meio. Surgiu, então, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), criado por Mahbub ul Haq (1934-1998). Ele foi auxiliado por Amatya Sen e Sudhir Anand, estudiosos da área.
O IDH é base para estudar como os locais promovem três grandes capacidades aos seus moradores: ter uma vida longa e saudável, acessar o conhecimento e possuir um padrão de vida decente. Esse índice vai de 0 a 1.
Baixo desenvolvimento humano: até 0,49
Médio desenvolvimento humano: de o,5 a 0,79
Alto desenvolvimento humano: a partir de 0,8
A observação do relatório do PNUD pode gerar discussões e análises interessantes. Os dados de 2000, os mais recentes, mostram, por exemplo, que a minha tranquila terra natal Cantagalo (RJ) tem o IDH inferior ao problemático município de São Gonçalo (RJ). Clique aqui e veja a situação da sua cidade, no site do PNUD.
Outro documento rico em informações é o Atlas do Desenvolvimento Humano. Pode ser baixado, gratuitamente, na página do Programa das Nações Unidas. A navegação exige um pouco de técnica, mas fornece detalhamento muito produtivo.
Aos interessados, dica imperdível: no site www.desenvolvimentohumano.org.br, há ótimo conteúdo e uma lista de discussão sobre o tema.
domingo, 21 de junho de 2009
Documentário Trilha da Floresta (storyboard)
domingo, 7 de junho de 2009
Documentário "Trilha da Floresta"
O show tá começando*
UMA AVENTURA RADICAL COMEÇA NA NOITE ANTERIOR, COM UMA EQUIPE DE COZINHEIROS DE PRIMEIRA VIAGEM PREPARANDO O MOLHO DO CHURRASCO// ANTES DE ACELERAR, É PRECISO PICAR CEBOLA, PIMENTÃO E TOMATE///
NO DIA 31 DE MAIO, CERCA DE 450 APAIXONADOS POR MOTOCICLETAS FORAM À SANTA RITA DA FLORESTA, NO INTERIOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, EM BUSCA DE ALÍVIO PARA O ESTRESSE DO COTIDIANO// É A QUINTA TRILHA DA FLORESTA///
NO AQUECIMENTO, OS MOTOQUEIROS FIZERAM A INSCRIÇÃO, QUE CUSTOU 25 REAIS E DEU DIREITO À CAMISA, TROFÉU DE PARTICIPAÇÃO, BRINDES DOS PATROCINADORES E UM CAFÉ DA MANHÃ REFORÇADO COM FRUTAS DA REGIÃO E IOGURTE NATURAL///
HORA DA AÇÃO
TUDO PRONTO// O SOM TRANQUILO DA ROÇA É SUBSTITUÍDO PELO RONCO DOS MOTORES, DE 125 A 450 CILINDRADAS// NA TRILHA DA FLORESTA, NÃO HÁ VENCEDORES// O OBJETIVO É COMPLETAR O PERCURSO///
DURANTE TRÊS HORAS, OS TRILHEIROS PASSAM POR OBSTÁCULOS NATURAIS, DISTRIBUÍDOS POR MONTANHAS COBERTAS PELA MATA ATLÂNTICA PRESERVADA///
CHEIOS DE LAMA, OS MOTOQUEIROS VOLTAM AO PARQUE DE EVENTOS DA FLORESTA// É HORA DA CONFRATERNIZAÇÃO ENTRE PARTICIPANTES DE TODO O ESTADO DO RIO E DE ALGUMAS CIDADES DE MINAS GERAIS// A TRILHA É UMA OPÇÃO DE ENTRETENIMENTO PARA HOMENS, MULHERES, JOVENS, ADULTOS E CRIANÇAS///
DIVERSÃO PÓS-LAMA
?LEMBRA DO TOMATE QUE FOI PICADO NA NOITE ANTERIOR?// AGORA, ELE ESTÁ NO PRATO DOS ESFOMEADOS MOTOQUEIROS// É LÓGICO QUE ESTÁ ACOMPANHADO POR UM ARROZ FRESQUINHO E MUITO CHURRASCO///
DEPOIS DA ADRENALINA NA PISTA, A SORTE DOS TRILHEIROS É COLOCADA À PROVA, NO SORTEIO DE BRINDES E NO BINGO COM EQUIPAMENTOS///
ALGUNS VÃO PARA CASA COM PRÊMIOS, MAS TODOS SAEM COM VONTADE DE RETORNAR, NA SEXTA TRILHA DA FLORESTA// ATÉ 2010///
* Roteiro do documentário "Trilha da Floresta"
terça-feira, 2 de junho de 2009
Trilha da Floresta une aventura e natureza*
O evento, organizado pelos próprios moradores, reúne cerca de 500 motoqueiros de municípios fluminenses, paulistas e mineiros. Há cinco anos, eles vão até o lugarejo em busca de aventura, diversão e confraternização.
Em um trajeto de, aproximadamente, 50 km, os trilheiros enfrentam três horas de obstáculos naturais, entre pastos e áreas cobertas pela Mata Atlântica. Antes do esporte, um café da manhã com frutas e laticínios produzidos na região. Depois, um almoço com churrasco e cerveja.
*Sinopse do documentário "Trilha da Floresta"
sábado, 23 de maio de 2009
Uma tarde de futebol, fora do campo
Para noticiar um acontecimento do meu bairro, decidi acompanhar os torcedores do Vasco, na partida deste sábado, contra o Atlético Goianiense, em São Januário, no coração de São Cristóvão, Zona Norte do Rio de Janeiro. No gramado, 3 a 0 para o time cruzmaltino, gols de Élton, Edgar e Ramon. Contudo, nesta reportagem, o mais importante não é o que aconteceu dentro das quatro linhas. A meta é mostrar como a torcida é tratada, quando sai de casa para acompanhar um espetáculo do esporte bretão.
O jogo estava marcado para 16h10min. e, para testar o sistema de acesso, o grupo chegou em cima da hora. De táxi, cerca de R$ 10, preço baixo devido à proximidade com as respectivas casas. Em frente ao estádio, a grande movimentação de vendedores ambulantes ajudava a tumultuar o ambiente, mas nada se compara à farra dos cambistas. O ingresso de meia-entrada para a arquibancada, que eles compraram por R$ 15, estava sendo vendido por R$ 30, valor da inteira. É incrível a facilidade encontrada para a atuação dos cambistas. A presença de policiais militares do Grupamento Especial de Policiamento em Estádios (Gepe) não causa nenhuma intimidação. A vista grossa já é a regra.
Bilhetes comprados, os apaixonados pelo Vasco partiram para as roletas de São Januário. Houve correria, mas a educação dos atendentes do clube ajudou a amenizar o clima. Na escolha dos lugares, pouca exigência, pois a bola iria rolar em instantes. Nos primeiros momentos do jogo, muitos torcedores ainda andavam de um lado para o outro, incomodando quem estava atento à partida.
Músicas e gritos de guerra bem ensaiados animaram o fim de tarde na Cidade Maravilhosa. Paralelamente, a ausência dos bons costumes fazia questão de chatear. As arquibancadas têm degraus, onde a torcida pode sentar, mas eles são quase inúteis. Das quase 15 mil pessoas, menos de 10% respeitam o direito de quem pretende assistir à partida sentado. Se o programa é jogo de futebol no Rio de Janeiro, prepare-se para ficar 90 minutos em pé.
– As pessoas não entendem que, se ficarem sentadas, todo mundo verá o jogo com mais conforto e segurança. O público precisa ser educado. Vamos receber uma Copa do Mundo, em 2014 – alerta a jornalista Gabriela de Freitas, de 24 anos
No intervalo, novas barreiras. Desta vez, para conseguir um lanche. O Vasco é patrocinado pela rede de fast food Habib’s e, por isso, é da empresa brasileira o direito de explorar este serviço
Com o resultado positivo para o time da casa, a saída foi tranqüila e ocorreu dentro da normalidade, que inclui congestionamento e ônibus lotados. Você já foi a um estádio de futebol? Recebeu bom tratamento? Conte a sua experiência!!!







